quarta-feira, 7 de julho de 2010

COPA DE 2014 SEDIADA NO BRASIL- VANTAGENS E DESVANTAGENS

Em 2014, o Brasil sediará a Copa do Mundo e em 2016 as olimpíadas. Os principais benefícios que eventos como esses podem trazer para um país, em especial para as cidades-sede , são: os investimentos em transporte, educação, habitação, complexos viários, viadutos, obras de sinalização e promoção de acessibilidade, investimentos esses que mesmo depois de terminado o evento continuarão no país beneficiando sua população. De acordo com Domingues (2000, p. 6).

A promoção de grandes eventos esportivos tem sido a estratégia de diversos países para atração e de atenção internacional. Os benefícios econômicos desse evento retratam um argumento utilizado para justificar o esforço e o gasto público para sediar tais eventos [...] os mega-eventos esportivos podem representar como um catalisador de aceleração do processo de investimento em áreas cruciais que já deveriam ter ocorrido.

Além disso, há geração de empregos, investimento do setor privado como redes de hotelaria, restaurantes, etc. Também um fator relevante durante o período do evento, são os turistas que geram retorno dos investimentos feitos nas cidades, aumentando os recursos locais, geração de empregos para atender a demanda. Em discurso, Lula disse que “estamos assumindo a responsabilidade como nação de provar ao mundo que temos uma economia crescente e estável. Temos uma economia estabilizada. Temos muitos problemas, sim, mas com homens determinados a resolvê-los". Ou seja, a copa torna-se assim um evento lucrativo para o país.

Apesar dos grandes investimentos nas cidades-sedes e no planejamento da copa, se não há uma previsão de uso da infra-estrutura montada para o evento, após o término do mesmo, podem ocorrer perdas aos cofres públicos. Os governantes precisam assumir grandes gastos após os eventos para manutenção das estruturas, que apesar de passarem a ser pouco usadas necessitam desses investimentos. Por exemplo, “a Grécia que gasta cerca de R$ 202 milhões por ano para manter suas construções depois das olimpíadas e a cidade de Montreal que somente em 2006, após 30 anos da realização dos Jogos Olímpicos, conseguiu sanar uma dívida, cerca de R$ 2,8 bilhões” (Golden Goal, 2010).

Para evitar e amenizar tais situações é preciso prévio planejamento e investimento em incentivos ao esporte e cultura para que as estruturas não caiam em desuso, é recomendável também avaliação da demanda de mão de obra e serviços em longo prazo de residentes locais, por exemplo: investimentos na especialização de mão de obra, para outros fins que gerem lucro as comunidades locais estimulando o crescimento da renda e trabalho, o que possibilitará maior arrecadação de impostos que poderão ser usados para financiar as despesas adicionais e novos projetos.

Eventos como a copa e olimpíadas podem ocasionar redução de verbas públicas destinadas a fins específicos como saúde e educação, que são utilizadas para construção da infra-estrutura necessária para realização dos eventos esportivos, ou seja, se não houver fiscalização e auditorias por partes dos órgãos responsáveis, como Ministério Público e Tribunais de Contas, a população mais carente pagará um alto preço pela realização de tais eventos. Por isso é preciso especial atenção a essas despesas que não podem usar verbas destinadas a outros fins (básicos e essenciais para a população em geral).

Outro fator negativo que, pode ocorrer ao sediar copa do mundo ou/e Olimpíadas, pode trazer ao país é o “turismo sexual” durante o evento, no qual crianças e adolescentes podem ser aliciadas para esse fim, ocasionando a ascensão do número de gravidezes indesejadas e até mesmo o aumento de doenças sexualmente transmissíveis.

A empolgação com as perspectivas de melhoria da infra-estrutura e de atração de investimentos com a Copa do Mundo não se repete quando o assunto é outro: os problemas sociais decorrentes de uma competição esportiva desse porte. O possível aumento da exploração sexual de crianças e adolescentes, que preocupa organizações da sociedade civil e do poder público que atuam na área, está entre as potenciais consequências negativas da Copa. PYL (2010).

Inclusive o secretário estadual-adjunto de Turismo do Rio Grande do Norte, Túlio Serejo, confirma que “não há representantes da sociedade civil ou de órgãos que trabalhem com a exploração sexual infanto-juvenil no comitê estadual da Copa 2014”. PYL (2010).

É relevante que haja investimento em programas de conscientização e apoio a criança e ao adolescente principalmente tendo em vista um evento desses, com campanhas explicativas e maior ênfase na investigação e punição de casos de exploração sexual infanto-juvenil, exigindo assim um trabalho ágil e eficaz por parte dos órgãos responsáveis pela defesa da criança e do adolescente, como o Conselho Tutelar.

8 comentários:

  1. Depois de vermos uma série de comentários e publicações de autoridades no assunto, tendemos a desconfiar mas com cautela, parece um contra senso ou sei, da realização de um evento de grande porte em um país em desenvolvimento como o nosso. Haverá ganho econômico mas perdas sociais. Será que um contrabalanceará o outro.

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  2. Exatamente o que este vídeo diz http://www.youtube.com/watch?v=HDl3y8wJD-E

    Seria ótimo a copa se não fosse um país corrompido. A prostituição, roubos, trânsito, baderna, vão correr a solta... Além disto, o mundo todo agora vai saber.

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  3. parabéns ótimo texto .me ajudou bastante para um trabalho de educação física.:)

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  4. eu achei muito ótimo saber tudo sobre a copa do mundo de 2014 e saber sobre a vantagens e desvantagens e sobre os países resolvir o meu trabalho de educação física

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  5. Meu trabalho de E.Fisica achei!
    Kkkkkkkk

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